Só pra não dizer que ainda não comecei...

Bem, estas primeiras linhas vêm somente para que não adentres a este humilde blog em vão. Sê bem-vindo(a) e espero que aproveites estas palavras ou, pelo menos, as compreendas e lhes não atribuas sentidos escusos.
E, para fins de esclarecimento: escrevo o que minha cabeça ordena, e, sinceramente, não tenho cá grandes preocupações com o fato de ninguém por aí meter-se a ler pensamentos para entender minhas palavras...
E, se por ventura ficares a ver navios, tendo minhas linhas no horizonte distante...
... Azar o teu!

2 de outubro de 2014

Narciso e o papelão

Então eu abri essa janela do Blogger, cliquei em "nova postagem" e um enorme campo de edição de texto apareceu na minha frente. E confesso que devo ter ficado uns quinze minutos olhando pra essa tela em branco sem me passar pela cabeça sequer uma palavra.
Há alguns dias divulguei que estava retomando as atividades do meu blog, pra tentar desafogar minhas mágoas do Facebook. E eis que me parece que tal atitude me provocou um silêncio incômodo das ideias. Há muita coisa que eu talvez queira dizer, mas sinto que a vontade para tal não anda das melhores.
Empurro estas palavras com a barriga (esta sim, das grandes) pra ver se, daqui a alguns minutos não me surge algo brilhante, dramático, engraçado, irônico, que desencadeie um enorme e profundo texto. Daí, talvez eu apague tudo que escrevi até agora... Ou mantenha, pra ilustrar a verdadeira "salvação" que pode representar uma boa ideia em meio a tantas palavras sem muito sentido ou graça. E talvez esse texto reflita o que tenho feito da minha vida ultimamente: empurrá-la com a barriga. Ou arrastá-la lomba abaixo. Não. Abaixo não. 
Não que não me sinta feliz. Tenho muitos motivos pra não me considerar um fracasso completo. E outros tantos motivos que me confirmam como um belo fracasso incompleto.
Mas devo insistir em dizer que meu copo está meio cheio. É preciso que esteja. Pois, enfim (ou já), pareço me convencer de que não vim para as grandes coisas. Os grandes e nobres objetivos dos tempos de adolescência parecem ter ficado pra trás, e sua realização bateu nas traves da vida.
Já enxerguei que a cara de pau sobrepuja o talento e o dom. É preciso o dom de meter a cara. E esse me faltou. A insistência que me falta ofusca a competência que me sobra. E há (e conheço ao baldes) quem tenha insistência até demais.
E essa minha idiota mania de observar e compreender o funcionamento do mundo que me cerca, por mais que dele eu discorde em alto grau, me deixa com profunda preguiça. Tenho preguiça de tentar desenferrujar essas engrenagens velhas e gastas. E por vezes me sinto injustiçada por ter nascido aquariana. Porque eu não deveria viver neste mundo. Ou este mundo deveria viver sem mim. E talvez, se minhas pilhas ficassem fracas, meu relógio ficasse mais lento, o mundo me alcançasse. Tudo talvez...
O fato é que não sei mais direito dormir tarde. Tampouco consigo acordar muito depois das oito ou oito e meia. Vícios de alguém que se habituou a uma rotina. Uma rotina que nunca, de fato, quis para si, mas que, uma vez que veio, foi silenciosamente se instalando... Provando para uma adolescente rebelde todas aquelas coisas que os destruidores de sonhos, conhecidos à época como adultos, insistiam em afirmar: a vida não é assim; isso não vai dar certo...
Constatações com ares depressivos de alguém que nunca conseguiu (nem isso) se deprimir. Viva a genética!
Sei que há muito do que me orgulhar. Só não estou conseguindo fazer uma lista nesse momento. Daqui a pouco me vem. E passa.

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