Esse argumento do necessário mudar, de renovar pra que outro faça ou tente fazer melhor não pode ser critério para decidir quem vai governar um país.
É um critério fraco. Pois não avalia fatos, apenas teorias políticas que não me convencem. Um partido não governa sozinho. Nesse jogo, uma mão lava a outra, no chamado quid pro quo. Quem apoia Aécio hoje, vai querer seu quinhão do poder amanhã. Feliciano, Bolsonaro, Fidelix... Esse tipo de gente consolida tudo o que eu não quero pro meu país: corrupção do pior tipo, a que começa no mais sagrado dos solos: a fé humana.
Mudar é e sempre será preciso. Mas colocar a mudança na frente dos princípios e daquilo em que se acredita é uma altitude tola.
É possível mudar com a cobrança, é possível mudar com a pressão, é possível mudar com o diálogo, mas não é preciso aceitar aquilo que não se tolera em nome da simples mudança!
Jamais se pode optar pela mudança a esmo quando se tem nas mãos uma escolha assim tão séria. Necessita-se muita análise e reflexão, pesos e medidas.
Ora, o vagabundo que usufrui sem precisar de um benefício social nada mais é do que um corrupto. Ele pratica a mesma corrupção dos que roubam milhões e suja igualmente o país.
O médico que se recusa a trabalhar no interior depois de ter passado anos na grande merda da faculdade porque não vai ganhar a fortuna que "merece" tem mesmo é que ser substituído por um de Cuba, do Uzbequistão, do inferno que seja! Todos querem ganhar, poucos querem fazer... Na política como no boteco!
"Ah, mas não tem estrutura, não tem hospital decente, como eu vou trabalhar?" Deixa morrer então! Vai esperar sentado até que um país desse tamanho consiga uma estrutura completa e funcional de saúde?! Decerto é pra ontem!
Vai pros Estados Unidos, colega. Vai pra grande maioria dos outros países com impostos até maiores que os nossos pra ver se tem SUS!
Ah, é uma bosta? Pode não ser ainda um modelo, mas tem. Estamos longe, muito longe de darmos exemplo, mas até muito pouco tempo atrás éramos uma floresta no mundo. Pensava-se em Brasil com índios, macacos, praias e trombadinhas analfabetos fazendo arrastões nas areias do Rio. Ninguém tava cagando pra o que era ou quem era esse que é um dos maiores países dessa porra de mundo.
Somos visíveis. Temos voz. Ganhamos respeito. Olhos estão apontados pra nós. Ninguém tava cagando se o presidente fosse o cacique da Amazônia... Hoje, o mundo inteiro está de olho nessa eleição e somos notícia todos os dias.
Se alguém realmente acha que o país não está melhor (mesmo que ainda tenha quilômetros de evolução pela frente), vai ler a Veja e sai do meu blog. Não tem mesmo nada de útil pra ti aqui...
Não quero jogar o país na mão de gente como o Aécio e seus cupinchas. Não faço isso em nome de mudança nenhuma! Pois eu olho sim pro passado e olho pro presente. Vejo o quanto esse país melhorou (aliás, o MUNDO vê o quanto esse país mudou). Mas tem gente que parece seguir enxergando o governo com olhos de torcedor de futebol!
Muito do que se vê nos três poderes e em suas podridões reflete aquilo que somos e que fazemos no nosso dia a dia. Somos corruptos e corruptíveis. Somos fanáticos, raivosos e cegos.
Eu escolho pelos meus princípios, pelos meus ideais e por aquilo que defendo. E luto pela mudança que for necessária sem ter que abdicar das minhas convicções.
Não estou contente com o Brasil de hoje. Mas é inegável que vivo noutro Brasil bem diferente de anos atrás. Reconheço o que há de ruim e reconheço o que melhorou, mas, principalmente reconheço aquilo de que quero distância!
Pra dar um voto de efetiva mudança é preciso crer que há competência, ética e coragem para efetivá-la. E essas ficaram barradas no primeiro turno.
Hoje é treze.
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