Link da segunda parte: Bianca (parte 2)
Observação: Eu disse que era pra adultos... E isso que ainda tô só fritando a cebola.
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Descansei um pouco, tomei uma bebida pra tentar relaxar e, quando o João chegou, eu estava parada, só de calcinha, diante do roupeiro todo aberto, com cara de poucos amigos e o copo de uísque na mão.
— Ôpa... O que temos aqui?... — disse ele, me abraçando por trás, afrouxando a gravata e me agarrando os seios.
— Eu não tenho roupa.
— Que bom pra mim...
Virou-me para si e começamos a nos beijar. Tirou o copo da minha mão e largou sobre o criado-mudo.
— Você chegou cedo.
— Você também.
— Podemos tirar algum proveito disso, não?
— Não começa, seu tarado. Preciso de algo decente pra vestir...
— De repente um banhozinho a dois, pra relaxar... Depois você escolhe algo com calma...
Começava a desabotoar a camisa, quando me abraçou com mais força e senti seu pau duro, por baixo da calça social, forçando contra minha bunda. Fiquei excitada. Ele percebeu, e abaixou minha calcinha, me empurrou contra o roupeiro, abriu o zíper e começou a me foder ali mesmo. Fomos pro chuveiro. Ele me comeu por trás, agarrando meus cabelos. Depois virei de frente, e montei nele, que me apertava contra a parede, metendo com força.
Ele tinha razão. Eu relaxei. Tanto que quase perdi a hora.
— Droga. Não posso me atrasar! Essa reunião é mega importante...
— Bia, que reunião? A gente vai só jantar na casa do Fabrício.
Agora sim: putaquepariu. Esqueci de avisar pro meu marido que era pra cancelar o jantar. Tive o dia inteiro pra isso. E esqueci. Que vaca!
— Ai.... Amor... Me desculpa... Eu esqueci de te ligar...
— Não, Bia... Que porra é essa?
— É uma reunião de trabalho. Surgiu de última hora... Nem era pra eu ir, mas a Viviane me chamou e...
— Que Viviane?
— Minha chefe. Ela me convocou pra essa reunião. É um dos contratos mais importantes em que estamos trabalhando recentemente...
— Que sacanagem! Não falo por mim, mas pelo Fabrício e a Jú, que tão esperando a gente. Porra...
Ele realmente não gostou do meu esquecimento... Ficou puto. Tentei explicar, mas ele saiu do quarto e foi ligar pra ver se ainda conseguia, pelo menos, evitar que eles se dessem ao trabalho de fazer o jantar.
— Amor, vai você... De repente a reunião termina cedo e eu vou pra lá depois.
— Bia, era pra ser um jantar de casais. Não vou sozinho, pra ficar esperando, talvez, que você apareça sei lá eu que hora...
Deixei que ele ligasse e voltei pra o meu problema pré-sexual: a roupa. Testei umas três combinações. Quando ele voltou pro quarto, perguntei o que achava da escolha.
— Ah, na boa, vai à merda.
— Nossa, pra que tanto?
— A sua enorme falta de consideração, talvez. Podia ter me falado pelo menos na hora que eu cheguei.
— Você chegou e começou a me foder. Desculpa se não pensei nisso enquanto enfiava teu pau em mim!
Ele saiu do quarto de novo. E eu fui terminar de me arrumar. Maquiagem, uma ajeitada no cabelo (que eu não queria ter molhado, mas agora paciência). Mas a hora correu, e eu já estava quase no limite do horário. Dessa vez, pelo menos, lembrei de pegar um casaco.
— João... Preciso que você me leve.
— O quê?
Ai, para de drama. Me leva no escritório.
— Dirige você. Pega o carro e vai.
— Não posso. Eu bebi... E posso não conseguir estacionar ali perto... Essa hora é perigoso. E não quero correr o risco de me atrasar mais ainda...
— Mas essa merda de prédio não tem estacionamento?
— Não sei se funciona a essa hora... Tah. Esquece. Vou chamar um taxi.
— Merda. Eu te levo...
Saímos ainda batendo boca, mas ele me levou. Não era louco de negar. No carro, eu ainda tentei acalmar as coisas... Mas não adiantou. Meu método — enfiar a mão dentro da sua calça de abrigo e bater uma punheta, já que um boquete estragaria minha maquiagem — não surtiu muito efeito. Ele me mandou parar.
— Você quer resolver tudo com sexo!
— Você nunca reclamou...
— Estou reclamando agora. Cresce um pouco, Bianca. Nem tudo se resume a isso. Você foi filha da puta de não ter avisado antes. O Fabrício já tava com tudo encaminhado lá...
— De repente, posso ir lá depois da reunião pra compensar com ele também. Do meu jeito, como você acaba de falar! Posso compensar pros dois: ele e aquela mulher afetada que ele arranjou! Posso foder os dois!
— Não acredito que você tá dizendo isso!
— Não foi isso que você acabou de dizer? De repente, se eu me atrasar, posso foder minha chefe e os velhos que vão pra essa reunião também!
— Caralho. Cala essa boca!
Fiquei muito alterada. Ele também. E resolvemos ficar quietos. Desci do carro sem dizer nada, bati a porta com muita força. Atravessei a rua e entrei no prédio. Ele saiu cantando pneus. Quando entrei no escritório, estava fazendo muita força pra não chorar. Viviane percebeu e perguntou o que tinha acontecido. Pedi desculpas por não ter chegado antes. Ela deu de ombros, dizendo que os clientes haviam ligado, avisando que iriam atrasar uma hora.
— Quer beber alguma coisa?
— Aqui?
Ela foi até um pequeno armário em sua sala e trouxe uma garrafa de Bailey’s. Eu não devia, mas aceitei. Começamos a conversar sobre trabalho, sobre qualquer coisa, e consegui dissipar a nuvem que estava sobre minha cabeça quando cheguei. A tal hora se passou, e nada dos clientes, tampouco de nos darmos conta disso.
Fui ao banheiro, tentei ligar pro João, que não me atendeu, e, quando retornei, ela estava meio furiosa.
— Aconteceu alguma coisa?
— Sim. O velho imbecil inventou uma úlcera, gastrite, sei lá eu que porcaria, e resolveu cancelar a reunião!
— Ah é?...
— Filho da puta.
Credo. Foi muito estranho ouvir a “mulher de preto” falar aquilo. Aliás... Ela não estava tão de preto. Mas, tecnicamente, não estava com nenhuma cor. Era uma saia em tom grafite, uma camisa muito colada, branca, e um terno combinando com o sapato. Mas minha noite já tinha começado uma bosta, então, liguei o foda-se: enchi as pequenas taças novamente, até quase transbordarem, entreguei uma pra ela, ergui a minha e bradei:
— Filho da puta.
Rimos.
Bem, não havia mais o que fazer. Era melhor eu ir embora, antes que ficasse bêbada e começasse a falar bobagens pra minha chefe, ainda mais num emprego tão recente... e ótimo, aliás.
— Vou pra casa então, se você não se importa. Tenho um casamento pra consertar.
— Aaah. Foi por isso que você chegou aqui daquele jeito...
— É...
— Certo, então. Eu te levo.
— Capaz. Eu pego um taxi. Não moro longe.
— Melhor ainda! Eu te levo.
— Mas... Você bebeu... A gente bebeu.
— Ah, sim. Essas baitas taças! — riu — Não sei como não entramos em coma... Não se preocupe. Vou devagar... Fica tranquila... Tranquiiilo.
Quando ela terminou a última palavra, desandamos a gargalhar e ela enganchou seu braço no meu.
— Vamos Buzz Lightyear! Ao elevador, e além!
E descemos até a garagem (que sim, funcionava àquela hora). Fomos conversando no caminho. Quando chegamos na porta do meu prédio eu procurei minhas chaves e não encontrei. Casaco, bolsa, nada. Então lembrei que não estava com elas, porque saí junto com o João e esqueci de pegar. Liguei pra ele. Não atendeu. Até conferi as horas, mas não era tão tarde assim. Liguei de novo. Nada. Liguei pra casa. Nada.
— Faz assim: vai ali e toca o interfone. Se ele não atender, volta pra cá.
NADA.
— Ôpa... O que temos aqui?... — disse ele, me abraçando por trás, afrouxando a gravata e me agarrando os seios.
— Eu não tenho roupa.
— Que bom pra mim...
Virou-me para si e começamos a nos beijar. Tirou o copo da minha mão e largou sobre o criado-mudo.
— Você chegou cedo.
— Você também.
— Podemos tirar algum proveito disso, não?
— Não começa, seu tarado. Preciso de algo decente pra vestir...
— De repente um banhozinho a dois, pra relaxar... Depois você escolhe algo com calma...
Começava a desabotoar a camisa, quando me abraçou com mais força e senti seu pau duro, por baixo da calça social, forçando contra minha bunda. Fiquei excitada. Ele percebeu, e abaixou minha calcinha, me empurrou contra o roupeiro, abriu o zíper e começou a me foder ali mesmo. Fomos pro chuveiro. Ele me comeu por trás, agarrando meus cabelos. Depois virei de frente, e montei nele, que me apertava contra a parede, metendo com força.
Ele tinha razão. Eu relaxei. Tanto que quase perdi a hora.
— Droga. Não posso me atrasar! Essa reunião é mega importante...
— Bia, que reunião? A gente vai só jantar na casa do Fabrício.
Agora sim: putaquepariu. Esqueci de avisar pro meu marido que era pra cancelar o jantar. Tive o dia inteiro pra isso. E esqueci. Que vaca!
— Ai.... Amor... Me desculpa... Eu esqueci de te ligar...
— Não, Bia... Que porra é essa?
— É uma reunião de trabalho. Surgiu de última hora... Nem era pra eu ir, mas a Viviane me chamou e...
— Que Viviane?
— Minha chefe. Ela me convocou pra essa reunião. É um dos contratos mais importantes em que estamos trabalhando recentemente...
— Que sacanagem! Não falo por mim, mas pelo Fabrício e a Jú, que tão esperando a gente. Porra...
Ele realmente não gostou do meu esquecimento... Ficou puto. Tentei explicar, mas ele saiu do quarto e foi ligar pra ver se ainda conseguia, pelo menos, evitar que eles se dessem ao trabalho de fazer o jantar.
— Amor, vai você... De repente a reunião termina cedo e eu vou pra lá depois.
— Bia, era pra ser um jantar de casais. Não vou sozinho, pra ficar esperando, talvez, que você apareça sei lá eu que hora...
Deixei que ele ligasse e voltei pra o meu problema pré-sexual: a roupa. Testei umas três combinações. Quando ele voltou pro quarto, perguntei o que achava da escolha.
— Ah, na boa, vai à merda.
— Nossa, pra que tanto?
— A sua enorme falta de consideração, talvez. Podia ter me falado pelo menos na hora que eu cheguei.
— Você chegou e começou a me foder. Desculpa se não pensei nisso enquanto enfiava teu pau em mim!
Ele saiu do quarto de novo. E eu fui terminar de me arrumar. Maquiagem, uma ajeitada no cabelo (que eu não queria ter molhado, mas agora paciência). Mas a hora correu, e eu já estava quase no limite do horário. Dessa vez, pelo menos, lembrei de pegar um casaco.
— João... Preciso que você me leve.
— O quê?
Ai, para de drama. Me leva no escritório.
— Dirige você. Pega o carro e vai.
— Não posso. Eu bebi... E posso não conseguir estacionar ali perto... Essa hora é perigoso. E não quero correr o risco de me atrasar mais ainda...
— Mas essa merda de prédio não tem estacionamento?
— Não sei se funciona a essa hora... Tah. Esquece. Vou chamar um taxi.
— Merda. Eu te levo...
Saímos ainda batendo boca, mas ele me levou. Não era louco de negar. No carro, eu ainda tentei acalmar as coisas... Mas não adiantou. Meu método — enfiar a mão dentro da sua calça de abrigo e bater uma punheta, já que um boquete estragaria minha maquiagem — não surtiu muito efeito. Ele me mandou parar.
— Você quer resolver tudo com sexo!
— Você nunca reclamou...
— Estou reclamando agora. Cresce um pouco, Bianca. Nem tudo se resume a isso. Você foi filha da puta de não ter avisado antes. O Fabrício já tava com tudo encaminhado lá...
— De repente, posso ir lá depois da reunião pra compensar com ele também. Do meu jeito, como você acaba de falar! Posso compensar pros dois: ele e aquela mulher afetada que ele arranjou! Posso foder os dois!
— Não acredito que você tá dizendo isso!
— Não foi isso que você acabou de dizer? De repente, se eu me atrasar, posso foder minha chefe e os velhos que vão pra essa reunião também!
— Caralho. Cala essa boca!
Fiquei muito alterada. Ele também. E resolvemos ficar quietos. Desci do carro sem dizer nada, bati a porta com muita força. Atravessei a rua e entrei no prédio. Ele saiu cantando pneus. Quando entrei no escritório, estava fazendo muita força pra não chorar. Viviane percebeu e perguntou o que tinha acontecido. Pedi desculpas por não ter chegado antes. Ela deu de ombros, dizendo que os clientes haviam ligado, avisando que iriam atrasar uma hora.
— Quer beber alguma coisa?
— Aqui?
Ela foi até um pequeno armário em sua sala e trouxe uma garrafa de Bailey’s. Eu não devia, mas aceitei. Começamos a conversar sobre trabalho, sobre qualquer coisa, e consegui dissipar a nuvem que estava sobre minha cabeça quando cheguei. A tal hora se passou, e nada dos clientes, tampouco de nos darmos conta disso.
Fui ao banheiro, tentei ligar pro João, que não me atendeu, e, quando retornei, ela estava meio furiosa.
— Aconteceu alguma coisa?
— Sim. O velho imbecil inventou uma úlcera, gastrite, sei lá eu que porcaria, e resolveu cancelar a reunião!
— Ah é?...
— Filho da puta.
Credo. Foi muito estranho ouvir a “mulher de preto” falar aquilo. Aliás... Ela não estava tão de preto. Mas, tecnicamente, não estava com nenhuma cor. Era uma saia em tom grafite, uma camisa muito colada, branca, e um terno combinando com o sapato. Mas minha noite já tinha começado uma bosta, então, liguei o foda-se: enchi as pequenas taças novamente, até quase transbordarem, entreguei uma pra ela, ergui a minha e bradei:
— Filho da puta.
Rimos.
Bem, não havia mais o que fazer. Era melhor eu ir embora, antes que ficasse bêbada e começasse a falar bobagens pra minha chefe, ainda mais num emprego tão recente... e ótimo, aliás.
— Vou pra casa então, se você não se importa. Tenho um casamento pra consertar.
— Aaah. Foi por isso que você chegou aqui daquele jeito...
— É...
— Certo, então. Eu te levo.
— Capaz. Eu pego um taxi. Não moro longe.
— Melhor ainda! Eu te levo.
— Mas... Você bebeu... A gente bebeu.
— Ah, sim. Essas baitas taças! — riu — Não sei como não entramos em coma... Não se preocupe. Vou devagar... Fica tranquila... Tranquiiilo.
Quando ela terminou a última palavra, desandamos a gargalhar e ela enganchou seu braço no meu.
— Vamos Buzz Lightyear! Ao elevador, e além!
E descemos até a garagem (que sim, funcionava àquela hora). Fomos conversando no caminho. Quando chegamos na porta do meu prédio eu procurei minhas chaves e não encontrei. Casaco, bolsa, nada. Então lembrei que não estava com elas, porque saí junto com o João e esqueci de pegar. Liguei pra ele. Não atendeu. Até conferi as horas, mas não era tão tarde assim. Liguei de novo. Nada. Liguei pra casa. Nada.
— Faz assim: vai ali e toca o interfone. Se ele não atender, volta pra cá.
NADA.
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